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| Arte: Ivo Milazzo |
A reunião virtual de fãs de Ken Parker, fumetti/HQ italiano que é item de devoção do Diário Kenparkerniano, grupo formado no WhatsApp que se organizou com a intenção de cronologicamente reler e debater todos os episódios da epopeia western, também é relatado aqui no Ken Parker Blog.
Review — Ken Parker "O Expresso de Santa Fé" (Vecchi/Tendência). Roteiro: Giancarlo Berardi — Desenhos: Giancarlo Alessandrini. Publicada originalmente no Brasil em Abril de 1980/Editora Vecchi
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| Arte: Giancarlo Alessandrini |
Um trem vindo de Topeka, no Kansas, é assaltado a cerca de 30 quilômetros da estação ferroviária de Santa Fé, no Novo México, e um substancial valor é levado pelo bando de Bo e Peter Sullivan. Ao ouvirem o barulho de uma grande explosão, uma patrulha do exército é destacada para avaliar o ocorrido. Chegando lá, encontram várias pessoas mortas, e assim o grupo resolve partir em perseguição aos bandidos. Ao decorrer da jornada, apenas o scout Ken Parker e o soldado Emiliano prosseguem na caçada, já que Red O'Bannon retorna a Santa Fé com um ferido, após os irmãos Sullivan explodirem uma ravina sobre o grupo. Assim, Ken e Emiliano avançam na tentativa de resgate ao dinheiro roubado. Juntos, cavalgam mais de 400 quilômetros e chegam até um prostíbulo em Silverton, no Colorado.
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| Arte: Giancarlo Alessandrini |
Novamente
Giancarlo Berardi segue a cartilha clássica do western, dessa vez abordando o
roubo de trens, um dos ingredientes básicos do faroeste por excelência. A cena
da explosão da porta de um vagão fechado para que o bando possa roubar o cofre
com milhares de dólares, lembra um take semelhante em “Butch Cassidy” (1969),
de George Roy Hill. “O Expresso de Santa Fé” também toca em temas como
exploração sexual, preconceito racial, além da pobreza e das condições críticas
em que vivem os imigrantes mexicanos nos Estados Unidos. A investigação de Ken Parker,
passando pelas pistas buscadas através da marca do par de botas de um dos
bandidos mortos, chegando até a agência dos correios em Silverton, é digna de
um Sherlock Holmes.
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| Arte: Giancarlo Alessandrini |
Próximo a cidade de Antonio, no Colorado, Ken e Emiliano encontram a família Holls, e lá encontram Shirley, uma adolescente que é explorada sexualmente pelos próprios pais. Ken e Emiliano acabam auxiliando a jovem a se livrar da condição de abuso e exploração. É cativante a presença de Emiliano, um mexicano servindo ao exército yankee que não esquece de suas origens. Pai de onze filhos, o soldado sempre dedica seu tempo e carinho para cada criança que encontra ao longo da perseguição. É o que acontece no 3R Ranch, na casa da família de Manolo Mendoza, um dos integrantes falecidos do bando dos Sullivan.
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| Arte: Giancarlo Alessandrini |
Outra triste realidade retratada em “O Expresso de Santa Fé” está nas páginas 76/77 (tomando por base a edição da Editora Vecchi) quando a Senhora Wilson, dona de um hotel em Silverton chantageia sua empregada da maneira mais vil possível. A sequência final que começa na página 84 é o clímax do episódio, com destaque para a dualidade do diálogo entre Bo e uma prostituta nas páginas 85/86, a excepcional sequência de ação e tiroteio, além do desfile das belas mulheres desenhadas por Giancarlo Alessandrini, são ingredientes que dão um colorido especial a edição.
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| Arte: Giancarlo Alessandrini |
Nas páginas finais, a generosidade de Emiliano e a compreensão de Ken Parker estão entre os principais traços de humanidade simbolizado no presente entregue ao garoto Chico Mendoza.
Próximo episódio: "Um Homem Inútil".
Próximo episódio: "Um Homem Inútil".
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| Arte: Giancarlo Alessandrini |







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